sexta-feira, 25 de novembro de 2011

“In”: EL PAÍS - (Economia Consciente)


Se você é director geral, por favor leia as linhas que se seguem, mas não acredita em nada.
Na medida em que este artigo lhe pareça útil e interessante, convidamo-lo a que verifique toda a informação que possua através da sua própria experiência. Somente tudo lhe chamará a atenção se, neste momento da sua vida, tanto você como a empresa que representa sentirem necessidade de mudança. Se não for assim não perca o seu valioso tempo a ler este artigo.
Esta reflexão dirige-se aqueles directores gerais que estão reorganizando o funcionamento das suas estruturas como consequência da crise de valores e de consciência de que padece actualmente a sociedade.
Como sabe, a forma rentável e o crescimento da sua empresa deixou entretanto de ser eficiente o que é de todo insustentável.
De facto cada vez mais sociólogos e economistas coincidem em que este “velho paradigma económico” está em decadência e que a sua transformação é iniludível e inevitável.
Referimo-nos à visão materialista do mundo que provoca que as organizações tenham como ”Deus” o capital, e como único objectivo, ganhar dinheiro. Referimo-nos ao enfoque mecanicista e utilitarista do trabalho, em que os chefes tratam os seus colaboradores como máquinas, impedindo-lhes de desenvolver o seu potencial. Referimo-nos à perspectiva vitimicista da vida que nos leva a sofrer inutilmente por não se aceitar que as nossas condições laborais são como são.
O principal resultado de funcionar segundo o sistema de crenças deste “velho paradigma
económico” é a nossa obsessão de procurar ter ( a dimensão tangível) o que pouco a pouco nos foi retirado. Por isso mesmo é que temos mais riqueza que nunca, mas somos efectivamente mais pobres. A prova disto é que o vazio existencial se converteu numa
enfermidade contemporânea, e o Prozac, fármaco antidepressivo se tornou em líder de vendas.
Construímos uma sociedade edificada sobre dois pilares:
o consumo e o entretenimento. É assim que tratamos de apaziguar a nossa insatisfação, fugindo constantemente de nós mesmos.
Frente a este cenário psicológico e económico, cabe perguntar: - Que sentido tem tudo isto? - Até quando continuaremos a propor o inevitável?
Se como director geral vem desenvolvendo este tipo de reflexões filosóficas saiba que não é o único. Obviamente que faz parte de uma escassa minoria de executivos responsáveis que deram conta de que está na hora de mudar. E não é por razões morais, mas sim por razões económicas. O que está em jogo é a sobrevivência da organização
que você hoje lidera.
Estamos a presenciar o amanhecer de um “novo paradigma económico” baseado nos últimos conhecimentos científicos sobre a natureza da realidade dos seres humanos que dela fazem parte. A esta nova forma de entender a vida denomina-se de “posmaterialismo”. Quer dizer, a visão de que o mundo está composto por uma parte material e por outra imaterial, promovendo o equilíbrio entre o que temos e o que somos. Este enfoque integrador motiva sem dúvida as empresas a alienar o seu legítimo afã de lucro com o bem-estar dos seus trabalhadores, e o respeito pelo meio ambiente e, também, motiva as organizações a criar riqueza real para a sociedade, deixando de ver o dinheiro como um objectivo em si mesmo para concebê-lo como um resultado de sua contribuição. Em paralelo este “novo paradigma económico” inspira a que os chefes intermédios desenvolvam as suas competências emocionais de maneira a que aprendam a gerir os seus colaboradores de uma forma mais construtiva e eficiente. Assim sendo para que esta nova perspectiva de vida se consolide, a mudança mais importante
é o que temos que fazer individualmente. E para isso devemos abandonar a postura existencial do vitimismo para treinar a responsabilidade pessoal.
Temos que compreender e interiorizar que somos livres para promover as nossas atitudes e para tomar as decisões mais adequadas em cada momento.
Se conseguiu ler até aqui, convidámo- lo a responder às seguintes questões:
- Qual é o nível de satisfação da grande maioria dos seus trabalhadores?
– Como faz a gestão dos empregados intermédios e dos seus colaboradores?
– Quais são as crenças e os valores que constituem a cultura organizacional da empresa que você dirige? E o mais importante: - Que impacto têm todos estes intangíveis na conta final de resultados? Talvez tudo isto lhe pareçam balelas, mas saiba que efectivamente está emergindo uma nova espécie directiva: o director de cultura organizacional. Este cargo está vinculado ao director de pessoas – o qual no “velho paradigma económico” se denomina de “director dos recursos humanos” – e se reporta directamente a si.
A sua missão é acompanhar a empresa no seu processo de mudança, adaptando a função e o funcionamento da empresa ao “novo paradigma económico”.
Entre outras competências este tipo de executivo promove o “auto conhecimento organizacional” por meio de uma extensa radiografia da empresa, contemplando tanto o tangível como o intangível. Através de uma pesquisa voluntária todos os seres humanos
que compõem a empresa devem poder expressar a sua opinião sobre como vivem o seu dia-a-dia laboral, especialmente sobre os aspectos que podem ser melhorados. Em paralelo também se realizam entrevistas estratégicas aos três níveis da empresa: alta direcção, chefes intermédios e os restantes trabalhadores.
Como resultado desta investigação elabora-se um dossier sobre o estado actual da empresa que servirá como rota para traçar um plano de “desenvolvimento organizacional”.
Dada a complexidade inerente a este desafio, o director da cultura organizacional não só deve ser uma pessoa comprometida com o seu próprio “trabalho interior”, como deve contar com uma rede de especialistas em “coaching” e da inteligência emocional.
O objectivo é o de detectar quais são as crenças que predominam na instituição, analisando os resultados que estão tendo sobre os três níveis da empresa, alinhando os valores da empresa com os dos seus trabalhadores. Uma vez executado valoriza-se o impacto que teve o desenvolvimento organizacional, tanto a nível quantitativo como qualitativo.
Por último, e não menos importante, este director também tem a missão de promover a “liderança organizacional”.
Nesta etapa do percurso alguns directores gerais definem uma necessidade transcendente que os leva a reformular a sua estratégia de negócio Não é mais do que uma chamada para criar ênfase através dos seus valores intrinsecamente humanos. Fazem-no, pois, em função de uma série de perguntas cujas respostas marcam a direcção para a qual se dirige a empresa: - Que sentido quer que tenha a empresa que dirige? – Qual é o legado que quer deixar à sociedade?
Pois é graças a este processo de “aprendizagem organizacional” que a empresa deixa de funcionar por inércia e evolui de forma consciente. É assim que se interioriza a filosofia da mudança permanente, permitindo-lhe enfrentar os novos desafios do futuro com maior eficiência e atingindo o fim mais desejado: uma abundância económica sustentável.
Chegados a este ponto basta recordar que este processo só dá os seus frutos a médio prazo, quando o director geral sente a necessidade de mudança e crê na possibilidade de criar uma nova maneira de liderar a sua organização.
Parece um caminho longo, mas é uma questão de dar o primeiro passo. Pode começar por fazer a si próprio uma simples pergunta: - Que faria se não tivesse medo?

O seu objectivo é criar valor na empresa através de seus valores Intrinsecamente Humanos

Está emergindo uma nova espécie directiva: o director de cultura organizacional

“A loucura é seguir fazendo o mesmo e esperar resultados diferentes”
(Albert Einstein)

Uma nova realidade: Venda de outras modalidades


A actividade seguradora poderia, e deveria, questionar se os contratos de seguros actualmente existentes respondem adequadamente às exigências dos clientes, e se são eficazes para as suas necessidades.
Os clientes hoje são muito diferentes e mais exigentes e as seguradoras pouco ou quase nada os têm escutado…
O cliente está muito mais formado e informado pelo que já “aprendeu” a reclamar, sobretudo ao seu mediador, um melhor apoio, um eficiente assessoramento e um maior rigor na hora de estabelecer soluções e de assistência rápida em caso de acidente ou de sinistro.
Por exemplo, muitas seguradoras não se decidem a reduzir coberturas ou capitais, simplificar ou e evitar duplicidades porque tal supõe a diminuição dos prémios que não estão dispostos a perder.
Talvez por tudo isto é que se está a viver uma situação de mercado “low-cost” que leva o cliente a pensar que nos anos anteriores a sua seguradora lhe estava a cobrar preços elevados! Obviamente que se se fizer qualquer redução (de capital ou cobertura) haverá uma significativa baixa do prémio e as seguradoras não vislumbram alternativas para compensar essa quebra económica, especialmente num período de crise. O facto é que as redes de distribuição - fortemente motivadas pelas áreas de marketing - apenas pensam na venda do seguro automóvel e muito poucas acções desenvolvem para uma consistente prospecção de outros ramos e modalidades.
Mas, há que reconhecer que se deve optar por uma “venda segundo a necessidade e capacidade de pagamento de cada cliente”, ou seja, os seguros devem ser adequados à nova realidade dos clientes. Novos tempos, novas necessidades, novas ofertas.
Durante os tempos de bonança as seguradoras direccionaram todo o seu esforço de vendas para segurar os bens que eram massivamente adquiridos pelos consumidores, pelo que devem, agora, fazer uma reflexão e um grande esforço no desenvolvimento
das suas redes para a venda de outro tipo de necessidades, quiçá mais prementes, nomeadamente para a segurança do seu dia-a-dia e do seu próprio futuro.
Parece claro que os seguros não evoluíram com a sociedade. Muitas das “inovações” - (mais ajustamentos do que inovações) - resultaram de obrigações normativas e não de verdadeiros novos riscos sociais.
Definitivamente a actividade seguradora teria melhor imagem e uma melhor e maior “produção”, se o sector não fosse tão desconfiado, de tudo e de todos, e proporcionasse uma oferta mais variada e ajustada aos novos riscos. Assim, o cliente tem que adaptar-se
ao que existe no mercado e não tem hipóteses de eleger, segundo as suas necessidades para as diferentes etapas da sua vista, os seguros que ele efectivamente deseja e pode pagar.

CANAIS QUE AMEAÇAM OS MEDIADORES

A pergunta que se coloca é: -Sabem os clientes a quem compram os seus seguros?

Cremos que a maioria dos clientes apenas dão conta de quem é a “sua seguradora” depois de receberem a respectiva apólice já que quem trata da colocação dos seguros é o “seu mediador”.


Ao cliente pouco lhe interessa quem vende o seguro; o que lhe interessa, isso sim, é que a qualidade seja a melhor, muito embora em alguns nichos de mercado, o preço possa ter influência na escolha da seguradora.
O cliente, em regra, apenas sabe que tem uma pessoa, uma entidade que lhe trata dos seus seguros e que todos os pormenores lhe são explicados no acto da entrega da apólice.
Distinguimos quatro momentos importantes no relacionamento com qualquer cliente:
a oferta, a venda e o serviço prestado perante qualquer necessidade, bem como numa resposta eficiente perante um acidente ou sinistro.
Estes são factores relevantes e que definem o nível da qualidade
de serviços de qualquer seguradora. Isto, obviamente, para além de uma assessoria correcta, uma afável amabilidade de contacto, uma resposta rápida, uma explicação sem termos complicados ou dialéctica confusa, e uma postura de confiança que possa responder às expectativas do cliente. Tendo presente este leque de exigências facilmente se decidirá qual o canal que mais se aproxima dos interesses de cada cliente.
Linha directa, Banca seguros, Internet e Mediação. Qualquer canal pode servir convenientemente o cliente, tudo dependendo das suas expectativas em termos de preço e de qualidade de serviços e assessoria.
Os Prós e Contras de cada canal de distribuição devem ser bem equacionados e esclarecidos a fim de evitar conflitos e deterioração de imagem de cada um dos respectivos canais.
Creio que valerá a pena elaborar um quadro com esses ”prós e contras” e entregá-lo ao cliente para que seja ele a escolher o “seu canal de distribuição” e a saber exactamente quais os reais serviços e assessoria a que tem efectivamente direito. São elementos básicos que só defender a credibilidade do sector segurador.
Sobretudo a publicidade “low-cost” colocou a questão de reputação e de seriedade das entidades seguradoras uma vez que, de chofre, os preços baixaram de forma “espectacular”, sem qualquer justificação plausível…
As ameaças dos vários canais para a mediação profissional são efectivamente, no nosso entender, muito ténues. O Seguro Directo necessita de uma grande dimensão pois exige um forte orçamento publicitário e de promoção; a Internet sempre será um canal mais de informação do que de venda efectiva; a Bancaseguros embora tenha um acesso privilegiado aos clientes não oferece garantia de serviço e assessoria.
Assim sendo o canal de Mediação é, sem dúvida, aquele que com o seu profissionalismo proporciona um melhor atendimento e assessoria aos clientes no sentido de lhes resolver os seus problemas de segurança e de lhes tratar convenientemente os processos de sinistros.




segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Houve um salto qualitativo

Obviamente que houve uma grande evolução no sector segurador durante as últimas três décadas. Quem não se lembra das dificuldades do controlo das cobranças, da extrema morosidade no processamento de uma apólice, nos complicados circuitos administrativos, enfim, de um sem número de tarefas que eram manuais, depois passaram pelo complicado processo dos “cartões perfurados” para, mais tarde, se entrar na alta tecnologia dos sistemas de informação. Foram etapas difíceis de vencer onde não faltou, por vezes, uma lamentável resistência humana às evoluções tecnológicas.
Mas uma coisa é aquilo que a tecnologia e a versatilidade dos computadores realiza e outra, bem diferente, é a utilização de uma estrutura humana. E aí é que, confesso, apesar da actual elevada formação escolar dos profissionais do sector, não vejo, nem sinto, uma clara evolução nos serviços oferecidos!
O sector segurador não tem sabido aproveitar a grande capacidade do seu capital humano. A mania agora, ou a moda (como queiram chamar-lhe…) é forçar aquilo que o exterior nos quer vender por imposição da sua obsessão de que o seu ADN é universal! Honestamente não compreendo essa exterior imposição organizacional uma vez que, é dos livros, o negócio varia conforme a estrutura sócio-económica de cada país.
Mas é um facto que… de coisas e de pessoas incompreensíveis o mundo e a vida já estão cheios e, quanto mais o tempo passa menos compreendo estas aberrações organizacionais.
Porém não me repugna confessar a minha ignorância e colocar-me na frente de uma caravana que vai assumindo o papel de cínico, de sábio ou de inadaptado!
No final de contas parece-me que o sector segurador se vai resignando com todas as experiências exportadas e, embora pasmado, vou aguardando que o tempo, inexoravelmente, acabe por corrigir “tanta sabedoria”.
Mesmo assim, para não fazer feio, prometi a mim mesmo estar atento, certo de que um momento mais nobre e transcendente acabará por dar razão aos livros e professores que me deram algum conhecimento sobre estas coisas de organização empresarial….

quinta-feira, 15 de julho de 2010

EUA TERÃO MAIOR CONTROLO SOBRE AS SEGURADORAS

Como um coro de “sim” que quase não foi ouvido fora de Washington, o Comité Financeiro da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou uma lei que vai criar uma autoridade supervisora nacional para as companhias de seguros. O “Federal Insurance Office” não será uma autoridade reguladora, mas estará acima das autoridades estaduais americanas e vai recolher informações para ajudar os formuladores de políticas a responderem às crises, reduzir os riscos sistémicos e ajudar a garantir o bom funcionamento do sistema financeiro. A iniciativa é a mais recente amostra da atenção que as autoridades económicas vêm dando aos riscos sistémicos apresentados por um sector que passou os últimos meses afirmando que não causou a crise financeira, nem sofreu enormemente com ela.

No mês passado, Jean-Claude Trichet, presidente do Banco Central Europeu, disse num encontro de autoridades reguladoras da Europa que vê as grandes companhias de seguros e os fundos de pensões como instituições sistemicamente importantes. “A interacção entre as seguradoras e os fundos de pensões, mercados financeiros, bancos e outros intermediários financeiros vem crescendo consideravelmente ao longo do tempo”, disse Trichet, acrescentando que a visão que se tem delas, de estáveis e menos inter conectadas, “precisa de mudar”. Os contra argumentos do sector vem-se concentrando no facto de que as seguradoras possuem mais capital enquanto proporção de seus tamanhos, ou uma alavancagem menor, e que elas enfrentam a mesma demanda potencial por pagamentos, ou riscos de liquidez, que os bancos. Thomas Hess, principal economista da Swiss Re, diz que as seguradoras passaram no duro teste da crise, não porque tinham modelos de risco superiores, mas sim porque possuem modelos de negócio diferentes, “ O negócio dos seguros não diz respeito à especulação, e sim à protecção dos interesses dos detentores de apólices”, diz ele, acrescentando que desactivar uma seguradora quebrada é um trabalho mais simples e mais vagaroso do que fazer isso num banco falido.

Como as seguradoras não enfrentam as mesmas demandas imediatas de pagamento aos detentores de apólices que os bancos em relação às contas correntes, elas não precisam marcar agressivamente os seus investimentos a preços de mercado. Isso significa que nos mercados de bónus em queda – mercado em que as seguradoras investem muito – elas não precisam aumentar agressivamente as suas reservas contra “defaults” que protegem as suas bases de capital, quando a solvência dos bancos está abalada pela queda dos mercados. Isso mesmo é ilustrado por Raghu Hariharan, analista do Citigroup que avalia que as reservas contra calotes das companhias de seguros do Reino Unido são hoje menos de metade dos níveis registrados antes da crise, com base nos valores de mercado do bónus corporativos. Muitos observadores e analistas concordam com esse quadro em termos amplos – embora com várias advertências – mas o facto das seguradoras não representarem os mesmos riscos que os bancos, não significa que elas não representam riscos sistémicos. Autoridades económicas apontam para o exemplo do passado em que a disponibilidade de seguros caiu dramaticamente por causa das grandes perdas, o que levou os governos e interferirem para proporcionar cobertura.

Isso aconteceu recentemente com os seguros de crédito comercial na França e no Reino Unido, e no passado com a cobertura contra terrorismo e furacões na Florida. Houve também períodos em que as seguradoras de vida foram forçadas a vender certos activos, como por exemplo acções durante o “crash” dos papeis das empresas “ponto com”. Além disso, existem incertezas sobre como as novas regras de capital propostas na Europa (Solvência II) que estão a ser discutidas para serem implementadas em 2012, poderão afectar os incentivos e comportamentos das seguradoras – e a alavancagem do sector como um todo.

As novas regras também contam muito com as avaliações de crédito, de uma maneira que provavelmente vai concentrar – em vez de diversificar – a exposição de contrapartidas. Segundo a Munick Re, as seguradoras conseguirão um alívio de capital muito maior, comprando resseguros de uma contraparte com classificação de risco “AA” do que espalhando os riscos por seis contrapartes com classificação “A”. Joachim Oechslin, director de risco da Munich Re, diz que as resseguradoras vão assumir casa vez mais riscos voláteis, complexos ou extremos. Jonathan Hekster, analista de Bernstein Research, afirma que as resseguradoras – uma referência dos riscos e do capital para o sector como um todo – mostram o seu real valor no manejo de riscos extremos. “Mas o risco real em modelos imaginários, conforme já vimos, é que as pessoas começam a acreditar muito nelas e expelem os excessos, ou margem de erro”, diz ele. “Não estou convencido de que, com a Solvência II, mais sofisticado necessariamente significa melhor.”
Seguradoras e resseguradoras podem apresentar riscos muito menores de um colapso súbito e imediato em comparação com os bancos, mas elas fazem promessas por períodos de tempo muito longos. No fraseado médico, os riscos sistémicos que elas representam podem ser crónicos e de longo prazo, em vez de críticos e de curto prazo.

TRANSFORMAÇÃO DA MEDIAÇÃO DE SEGUROS

A profissão de mediador de seguros está em franca transformação, devido à série de interferências relacionadas com a globalização e do dito mundo moderno. É necessário e urgente acompanhar as seguradoras e as suas mudanças, a concorrência das "directas", da banca e dos cognominados de "ligados". Para o efeito é necessário e urgente actualização, informação e aproveitamento de oportunidades. Acabou o tempo da especialização e começou o tempo da diversidade e da excelência de serviço.

Hoje assistimos diariamente a uma guerra desenfreada de preços dos mais variados ramos do seguro e é imprescindível estar atento para ganhar mercado. Temos ainda a venda virtual em franco crescimento que será daqui a meia dúzia de anos este fenómeno da compra de bens e serviços através dos meios electrónicos. Há que preparar terreno nesta área através de "sítios" muito fáceis de manusear, apelativos, informativos para conquistar uma parte deste mercado emergente. Não pode um mediador constituir um volume de negócios baseado num só ramo ou numa única região. É arriscada esta opção. É um verdadeiro seguro de vida, diversificar o negócio e expandir para alem do seu mercado dito "natural", do amigo e da empresa vizinha.

Como tenho vindo a escrever, repito, nos dias de hoje o mais importante não é a distinção do bom ou do mau mas sim do rápido e do lento. É o rápido que conquista o cliente e o negócio! O tempo não chega para nada e não há tempo a perder, muito menos para esperar uma resposta sobre a necessidade de fechar um negócio. Obviamente que ninguém deve vender o mau e daí entre o bom rápido e o bom lento, este perde. Muito se fala no maior e cada vez mais crescente numero de mediadores de seguros. De facto, cada vez mais existem "academias" a deitar fornadas para o mercado. Fenómeno moderno e passageiro originado pelo cancro do desemprego em que o NOSSO país caiu. Mas mesmo assim, entendo que quem "vier por bem" terá o seu lugar e a sua oportunidade para vencer.

A concorrência sã nunca fez mal a ninguém e neste contexto cabem todos, sendo embora um mercado pequeno e cada vez mais pobre, onde temos de trabalhar.
Ontem é PASSADO!
Hoje é PASSADO!
Amanhã é FUTURO!
Acredito sinceramente que a mediação empresarial (mesmo em unipessoal)terá resposta para todos os desafios que a modernidade e a velocidade do tempo impõe. A qualidade, a determinação, a vontade de vencer impera no nosso sector.

Aos meus colegas de actividade, desejo o melhor como para a minha empresa de igual modo o desejo. Mas, nada descuidos e desorientação colectiva.

PUBLICIDADE NOS SEGUROS

O Instituto de Seguros de Portugal (ISP) coloca em Consulta Pública projecto de Norma Regulamentar sobre Publicidade, até dia 15 de Fevereiro, que estabelece um regime especifico a observar pelas empresas de seguros, pelos mediadores de seguros e pelas entidades gestoras de fundos de pensões, na publicidade efectuada à respectiva actividade. O projecto de Norma Regulamentar concretiza alguns dos princípios do Código da Publicidade como, por exemplo, os da identificabilidade ou da veracidade.
A mensagem publicitária deve ainda identificar o operador envolvido, de forma clara e inequívoca e com adequado relevo, bem como a respectiva actividade, produtos e serviços comercializados. Em boa hora o ISP tomou esta decisão, porquanto é tempo de acabar com publicidade enganosa e desprestigiante para a nossa actividade.

Lembro alguns exemplos recentes e outros actuais.
"O seguro auto mais barato"
"Automóveis descontos até 70%"
"Seguro automóvel terceiros low cost desde €156,19"

A Norma a ser aprovada obriga a que a informação incluída em mensagens publicitárias deva respeitar a verdade, não deformando os factos e não podendo induzir em erro.
As mensagens publicitárias devam conter ou divulgar a menção "Não dispensa a consulta da informação pré-contratual e contratual legalmente exigida".
Quando a mensagem publicitária indique que as condições publicitadas são as mais vantajosas do mercado, ou menção similar, esta deva, a todo o momento, ser susceptível de prova. Quando na mensagem publicitária mencionar que em determinado sector do mercado a empresa é especialista e "melhor do mercado" ou menção similar, esta deva, a todo o momento ser susceptível de prova. A expressão "seguro contra todos os riscos" ou similar não deva ser utilizada nas mensagens publicitárias. A expressão "oferta", "presente" ou similar não deva ser utilizada nas mensagens publicitárias quando possibilitem a exigibilidade da devolução ou a compensação daquela "oferta", "presente" ou similar.

Os mediadores de seguros, empresas de seguros e gestoras de fundos de pensões devam garantir a disponibilidade de um exemplar do material utilizado na publicidade efectuada ou respectiva reprodução, e remetê-lo ao Instituto de Seguros de Portugal, em suporte electrónico, logo que por este seja solicitado. Na publicidade realizada por mediador de seguros com referência a produto ou serviço determinado, deve ser mencionada a seguinte informação mínima:
a) Se a empresa de seguros lhe conferiu os poderes necessários para celebrar contratos em seu nome.
b) Se está ou não autorizado a receber prémios para serem entregues à empresa de seguros.
c) A publicidade realizada por mediador de seguros, ainda que não se refira a produto ou serviço determinado, não pode induzir em erro quanto à natureza dos serviços prestados pelo mediador de seguros.
d) Em todas as mensagens publicitárias, deve ser destacado que o mediador de seguros não assume a cobertura do risco.

Não contempla a Norma a exclusão da publicidade hilariante, nomeadamente a televisa que nos tem entretido com automóveis entro o choro e a intervenção de falsos polícias. È evidente que não compete ao supervisor estabelecer a linha onde começa o mau gosto e se inicia a criatividade com bom gosto.
Compete esta tarefa aos criativos e muito especialmente aos anunciantes seleccionar o que é bom do que é menos bom em termos de mensagem apelativa com méritos de concepção e imaginação. E há muitos bons criativos publicitários. É necessário procurá-los e pagar o preço justo pelo bom trabalho desenvolvido. Relativamente aos mediadores de seguros, tomo a liberdade de reflectir bem sobre a necessidade de um anuncio publicitário com indicação obrigatória se a seguradora lhe conferiu poderes para celebrar contratos, para receber prémios do seguro a destacar a assumpção do risco em nome da seguradora. Convenhamos que para se fazer boa publicidade de um produto ou serviço é necessário um conjunto equilibrado e atractivo da mensagem ao público consumidor, simples, fácil leitura e apelativo.

Com todas estas indicações como acrescento, não irá surgir material elegante e bem organizado visualmente a não ser que se façam em letras quase ilegíveis, que nada adiantarão para esclarecer o consumidor. A não ser deste modo, que pessoalmente me desagrada, não teremos material publicitário a cumprir uma boa missão e um bom investimento.

Penso que será uma redundância uma vez que quando um mediador publicita um produto com a sua marca (linha branca) os prospectos ou similares terão como suporte a marca da seguradora em local próprio e bem visível. Depois para concretizar o contrato será necessário uma proposta e uma apólice para o cliente, que ficará desde logo a conhecer a seguradora que o conforta. Se um mediador pretender publicitar apenas os seus serviços não vejo razão nenhuma para as referências à seguradora, capacidade de cobrança, entre outras.

De resto saúdo a iniciativa da criação do Código da Publicidade a bem da nossa imagem, a bem dos seguros em geral.