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quinta-feira, 15 de julho de 2010

TRANSFORMAÇÃO DA MEDIAÇÃO DE SEGUROS

A profissão de mediador de seguros está em franca transformação, devido à série de interferências relacionadas com a globalização e do dito mundo moderno. É necessário e urgente acompanhar as seguradoras e as suas mudanças, a concorrência das "directas", da banca e dos cognominados de "ligados". Para o efeito é necessário e urgente actualização, informação e aproveitamento de oportunidades. Acabou o tempo da especialização e começou o tempo da diversidade e da excelência de serviço.

Hoje assistimos diariamente a uma guerra desenfreada de preços dos mais variados ramos do seguro e é imprescindível estar atento para ganhar mercado. Temos ainda a venda virtual em franco crescimento que será daqui a meia dúzia de anos este fenómeno da compra de bens e serviços através dos meios electrónicos. Há que preparar terreno nesta área através de "sítios" muito fáceis de manusear, apelativos, informativos para conquistar uma parte deste mercado emergente. Não pode um mediador constituir um volume de negócios baseado num só ramo ou numa única região. É arriscada esta opção. É um verdadeiro seguro de vida, diversificar o negócio e expandir para alem do seu mercado dito "natural", do amigo e da empresa vizinha.

Como tenho vindo a escrever, repito, nos dias de hoje o mais importante não é a distinção do bom ou do mau mas sim do rápido e do lento. É o rápido que conquista o cliente e o negócio! O tempo não chega para nada e não há tempo a perder, muito menos para esperar uma resposta sobre a necessidade de fechar um negócio. Obviamente que ninguém deve vender o mau e daí entre o bom rápido e o bom lento, este perde. Muito se fala no maior e cada vez mais crescente numero de mediadores de seguros. De facto, cada vez mais existem "academias" a deitar fornadas para o mercado. Fenómeno moderno e passageiro originado pelo cancro do desemprego em que o NOSSO país caiu. Mas mesmo assim, entendo que quem "vier por bem" terá o seu lugar e a sua oportunidade para vencer.

A concorrência sã nunca fez mal a ninguém e neste contexto cabem todos, sendo embora um mercado pequeno e cada vez mais pobre, onde temos de trabalhar.
Ontem é PASSADO!
Hoje é PASSADO!
Amanhã é FUTURO!
Acredito sinceramente que a mediação empresarial (mesmo em unipessoal)terá resposta para todos os desafios que a modernidade e a velocidade do tempo impõe. A qualidade, a determinação, a vontade de vencer impera no nosso sector.

Aos meus colegas de actividade, desejo o melhor como para a minha empresa de igual modo o desejo. Mas, nada descuidos e desorientação colectiva.

O Mediador de Seguros é imprescindível

Não é passivo abordar a problemática da mediação de seguros. Porém, uma coisa é certa independentemente donível da imagem de cada seguradora é a mediação de seguros que mais enfrenta as realidades do mercado já que só através das redes de distribuição se consegue explicar às populações as vantagens exactas e concretas de cada modalidade de seguros, descodificando toda a sua complexidade dialéctica. Por isso mesmo, e não só, é que a mediação de seguros é extremamente importante, direi mesmo imprescindível, na dinâmica empresarial do sector. Isto não significa, obviamente, que não existam lacunas na sua actuação. Talvez mais por culpa das próprias seguradoras as redes de mediação têm-se mais preocupado com a “dança das transferências”, conquistando clientes à custa da degradação do preço, do que no desenvolvimento da prospecção de novos clientes e na sua manutenção, ou na análise ponderada das suas reais necessidades de segurança e nas suas possibilidades financeiras.

Todos sabemos que mesmo em tempo de crise determinados grupos profissionais, e mesmo particulares, estão ainda inadequadamente cobertos pelo seguro. Não é fácil a actividade da mediação de seguros. Riscos, prémios, grupos de pessoas expostas aos mais diversificados riscos quer directamente quer através do seu interesse puramente patrimonial; o tratamento do sinistro e a eventualidade de um dano; a indemnização e a sua proporcionalidade com respeito a imperativos de equidade e homogeneidade entre os interesses vinculados, são na sua totalidade e complexidade factores de trabalho do profissional da mediação.

Aqui convém acentuar que é, sem dúvida, uma panóplia de questões nem sempre passivas e em muitas situações até de complexa conflitualidade. Nunca é demais repetir que o futuro da mediação e a sua própria imagem não deve ser apreciada pela corrida aos “ranking” de produção (bitola da maioria das seguradoras) mas sim pela qualidade de serviços efectivos, especialmente através de um atendimento esclarecedor, simples, correcto, cortês e ajustado às reais necessidades dos clientes. Por isso mesmo é que o mediador de seguros é, para o Segurado a “cara visível” da Seguradora, no sentido de o ajudar a resolver os problemas inerentes à sua apólice de seguro.

Esperamos que em 2010 as seguradoras desenvolvam projectos que dignifiquem tão importante e nobre actividade.

MEDIADOR de SEGUROS - Aliado imprescindível das seguradoras

É importante o reconhecimento das seguradoras no valor da colaboração imprescindível dos mediadores de seguros. Parece-me que é óbvio que deveria existir uma plataforma de entendimento de negócio que constituísse e pudesse consolidar fortes e saudáveis parcerias profissionais que ajudassem a desenvolver, eficientemente, o canal de distribuição que é, sem dúvida, o mais produtivo. Creio que só através de um bom projecto de plataforma se poderá melhorar o actual modelo de mediação e potencializar um melhor entendimento e articulação a todos os níveis.

O canal tradicional da mediação deveria ter uma via negocial flexível e mais responsável, marcando a sua capacidade profissional e a qualidade de serviço perante os clientes. Apesar da actual crise estou convencido quem o futuro será pleno de possibilidades e oportunidades para o canal da mediação de seguros.

A mediação não quer facilidades mas sim ferramentas negociais para desenvolver o seu trabalho e o reconhecimento do seu esforço. Por vezes parece que as seguradoras não estão convictas do valor acrescentado proveniente da mediação, sobretudo por assessoramento profissional aos segurados, quer no momento da assinatura dos contratos quer na gestão dos seus seguros. As mudanças que temos vivido no âmbito da actividade seguradora, e nomeadamente na mediação, posiciona o mediador de seguros numa posição cada vez com maior responsabilidade profissional, pelo que mais vem reforçar a necessidade de plataformas de parcerias de negócio mais consentânea com a realidade do nosso mercado.

Alguns contratos de parceria utilizados pelas seguradoras são puramente “leoninos” e o seu clausulado não tem qualquer interesse motivador. Em definitivo tenta-se apenas potencializar os seus interesses sem se preocuparem com o desenvolvimento consolidado do mediador. Penso que só se poderá assegurar uma opção estável de colaboração e de qualidade de serviço eficiente se os contratos de parceria, ou plataformas de negócios, forem redigidos com um total sentido de confiança de ambas as partes.
Convém não esquecer que a fidelização do cliente passa, obrigatoriamente, pelo serviço prestado pela mediação de seguros.